2º Simulacro nas Ruínas Romanas de Troia

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Realizou-se, no dia 13 de fevereiro de 2019, um simulacro nas Ruínas Romanas de Troia que teve como objetivo testar a operacionalidade e resposta das soluções e serviços desenvolvidos no âmbito do projeto internacional STORM (Safeguarding Cultural Heritage through Technical and Organisational Resources Management), financiado pela Comissão Europeia e que envolve 20 parceiros, de 7 países diferentes.

O cenário traçado para este simulacro teve início às 8h30 com um alarme da plataforma tecnológica do projeto, acionado pelo cruzamento e conjugação de dados recolhidos por sensores acústicos e por uma estação meteorológica instalados no local, e pelo marégrafo instalado no cais da Secil, na margem norte do rio Sado. Na sequência do alarme e dada a previsível gravidade da situação, os gestores das Ruínas Romanas de Troia solicitaram a intervenção do Serviço Municipal de Proteção Civil e da empresa responsável pela conservação e restauro da Ruínas Romanas de Troia – Nova Conservação e Restauro, S.A., para uma avaliação da estrutura da parede da oficina de salga de peixe “Workshop XXI” (a única conhecida no mundo Romano que ainda possui uma janela). Verificando-se que o vento forte, a subida da maré e o impacto das ondas poderiam provocar o seu desabamento, iniciou-se a ativação dos meios necessários à sua estabilização, com recurso a sacos de areia e ao escoramento com madeira do vão da janela.

Foram ativados para este simulacro as seguintes entidades: Bombeiros de Grândola; GNR de Troia; Capitania do Porto de Setúbal, que assumiu o comando das operações de socorro (COS); Policia Marítima; Marinha Portuguesa – Ponto de Apoio Naval de Troia. Para além dos meios próprios do SMPC de Grândola foram também ativados diversos meios de entidades públicas e privadas, presentes no território, designadamente: Freguesia do Carvalhal, Infratroia e Troiaresort. Para além das 56 pessoas diretamente envolvidas no simulacro, estiveram ainda presentes no local diversos veículos de emergência e logística, uma retroescavadora e uma lancha da polícia marítima.

Neste simulacro testou-se:

a resposta da plataforma tecnológica desenvolvida no projeto, que permite realizar uma preparação meticulosa para fazer face a emergências, e a sua utilidade em caso de emergência efetiva;
a resposta dos responsáveis pelo sítio e dos agentes de proteção civil a uma emergência – risco de colapso da estrutura de uma oficina de salga de peixe, a única conhecida no mundo romano que ainda tem uma parede com uma janela e os apoios para o vigamento que suportava o telhado – e a sua articulação no terreno numa ocorrência em que, contrariamente ao que normalmente acontece, não havia vitimas ou vidas humanas em risco; e
a operacionalidade do Plano Especial de Intervenção da Península de Troia.

O Serviço Municipal de Proteção Civil do Município de Grândola, parceiro do projeto STORM, foi uma das entidades responsáveis pela organização do simulacro, cuja preparação contou ainda com a estreita colaboração de outros parceiros do projeto, designadamente, o Troiaresort (entidade gestora das Ruínas Romanas de Troia) e a empresa nacional Nova Conservação e Restauro, S.A. e com o apoio da empresa italiana, parceiro líder do projeto STORM, Engineering – Ingegneria Informatica SpA.

O simulacro decorreu a bom ritmo e o plano estabelecido foi cumprido com um assinalável espírito de colaboração entre as diversas entidades participantes. Estiveram também presentes representantes de todos os parceiros do projeto STORM e um grande conjunto de observadores convidados, os quais, no final do simulacro, fizeram uma avaliação bastante positiva das operações e da resposta das soluções e serviços desenvolvidos no projeto STORM. Outro aspeto bastante elogiado foi a resposta dos agentes de Proteção Civil e de outras autoridades civis e militares presentes, em particular a Autoridade Marítima Portuguesa, que assumiu o comando de operações de socorro (COS) e que apoiou, com sucesso reconhecido, o estabelecimento de um novo paradigma de atuação e socorro em que o foco deixa de ser unicamente a proteção de vidas humanas, para abranger, igualmente, a salvaguarda do património cultural.

Neste vídeo poderá ver um resumo com os principais momentos do simulacro: https://youtu.be/VQLxI0wHLDM